LABORATÓRIO NÓMADA DO BRINCAR
O “Laboratório Nómada do Brincar” é um projecto de criação e investigação iniciado pelo Colectivo Til que procura formas de reinventar a nossa experiência colectiva com os objectos e os lugares a partir dos corpos e mentes brincantes.


O “brincar”, que a língua portuguesa distingue do “jogar”, é a forma de criação mais livre que desenvolvemos enquanto sujeitos, especialmente, mas não só, durante a infância. É uma fruição que tem sempre um contexto como ponto de partida, mas que habita um lugar sem limites.
Como poderemos então aprender através do brincar o verdadeiro significado de uma obra aberta, que coloca a agência no sujeito e no afecto e curiosidade que se gera em cada encontro?

Numa primeira fase, trabalhámos com três turmas de três escolas primárias em territórios diferentes. Perguntámos aos alunos o que é o brincar e o que o torna diferente do jogar. Propusemos diferentes dinâmicas que cruzam a manipulação de materiais abertos com os imaginários e referenciais das crianças.



Estas dinâmicas procuravam diluir o sentido de objectivo, espectativa ou propriedade, Convidando à invenção e imaginação das possibilidades dentro de uma negociação colectiva.

Uma das propostas consistiu desenho colectivo do Mapa do Pátio da Escola após a brincadeira lá fora.
Este mapa nasce de três perguntas: O que existe no pátio da vossa escola? Que brincadeiras acontecem nele? Que coisas gostariam que existissem ou acontecessem?





Foi também sugerido a cada criança que procurasse no seu contexto familiar materiais que pudessem ser bons para brincar e que explicassem como seria.
O Inventário Enciclopédico das Peças Encontradas propunha que preenchessem um formulário onde as propriedades da peça são analisadas em detalhe (peso, tamanho, som, etc).



Do trabalho realizado em cada escola resultou um kit para a brincadeira livre que ficou para as escolas. Este é composto de materiais comuns sem um fim definido à partida,nos quais se incluem aqueles que os alunos trouxeram. Este kit foi apresentado pelos alunos e partilhado com o resto da escola.



Numa segunda fase, com apresentação em diversos festivais, o projecto focou-se no desafio de como trazer a brincadeira aos adultos e em como criar as circunstâncias e o convite para brincar a um público geral. Daqui nasceram o que chamámos de Jogos Infinitos.

